quinta-feira, fevereiro 22, 2007



Para alimentar ainda mais o desejo da malta para estarem em Alvadade deixo-vos aqui pequenos excertos da história número 1 retirada do capítulo 4, presente no Livro comemorativo do 20º Aniversário da claque, "20 anos 20 Viagens":

"Vivia-se o fenómeno da aparição dos primeiros grupos organizados de apoio (claques) no panorama do futebol nacional e a ACADÉMICA não era excepção; a “Solum Power”, formada maioritariamente por jovens residentes no bairro da Solum, e os “Comandos de Minerva”, que agrupava elementos estudantes da Universidade de Coimbra, tomavam lugar de destaque entre as organizações de apoiantes do clube.
A cerca de uma semana de atingir a maioridade, frequentava o 12.º ano de escolaridade no Liceu Infanta Dona Maria, onde, juntamente com a Escola Avelar Brotero, estudavam a maioria dos elementos da “Solum Power”; embora ainda não me sentisse ligado a este “novo” clube, entusiasmado pelo resultado e pela exibição do último jogo, influenciado por amigos e colegas pertencentes a essa claque do bairro da Solum, resolvi inscrever-me na viagem organizada para apoiar a AAC na sua deslocação para defrontar o Sporting.
Domingo, 20 de Janeiro de 1985: após uma noite mal dormida (tal era a excitação!) e depois de arrumar na sacola o lanche preparado com todo o carinho pela minha mãe, numa manhã que acordara a ameaçar chuva, dirigi-me a pé para a Praça dos Arcos do Jardim, junto à sede da Associação Académica de Coimbra/ Organismo Autónomo de Futebol, onde estava marcada a concentração que iria anteceder a partida dos dois autocarros rumo a Lisboa. Depois de uma incursão à taberna junto do Quartel de Manutenção Militar onde foi “dado ordem” para o “pré-aquecimento dos motores”, arrumados os bombos, os panais e as bandeiras de maior dimensão nas duas bagageiras, iniciou-se a chamada à porta de cada viatura e ... 52 passageiros em cada uma, bandeiras e cachecóis às janelas, buzinas estridentes, dedos em V para o exterior, antecipando uma vitória que não era de todo previsível, cânticos e gritos de apoio: ACADÉMICA, ACADÉMICA, ACADÉMICA!!!... e lá partíamos nós, percorrendo as ruas desertas de um domingo matinal em Coimbra, com a enorme vontade de premiar a nossa cidade com a conquista de um bom resultado.
Durante toda a viagem a animação e a boa disposição imperaram no interior de cada um dos autocarros, antevendo um grande apoio para o desafio a realizar à tarde, em Lisboa. Em conversa com o meu companheiro de viagem Manuel António debateu-se a necessidade de congregar os vários grupos de pequenas claques não universitárias, no sentido da criação de um grupo mais forte e organizado e aproveitei para revelar a minha dificuldade de aceitação na mudança de nome do meu clube, que me via imposta. Porém ficou feita a promessa: “hoje, se a ACADÉMICA conseguir algum ponto em Alvalade, “mudo de clube”!(entenda-se de CAC para AAC)”.

A chegada a Lisboa foi fantástica. Percorreram-se as avenidas principais da cidade, fazendo-nos anunciar de forma bastante ruidosa e entusiástica. Antes da chegada ao estádio, deslocámo-nos à Praça do Comércio, onde os “Comandos de Minerva”, recuperando uma tradição antiga, entregaram um fardo de palha ao cavalo de D. José (a estátua,... claro!). Chegados ao estádio José Alvalade, restava ainda algum tempo antes do início do jogo. Aproveitei para conhecer as imediações do estádio, que sempre foi, na minha opinião, o mais bonito dos recintos em Portugal antes da construção dos modernos projectos para a realização do recente Euro 2004.
Pouco antes das 15 horas entrávamos no estádio. Chovia bastante e o relvado encontrava-se “empapado”. Do lado oposto, na superior norte, os adeptos provenientes de Coimbra juntavam-se a outros, residentes em Lisboa, e iniciavam o apoio à Briosa de forma fervorosa...

"A viagem de regresso foi inesquecível! Todo o interior do nosso autocarro transpirava alegria, emoção, paixão ... Na única paragem, num restaurante da nacional 1, a animação do então estudante de economia pertencente aos “Comandos de Minerva”, Maia de seu nome (conhecido também pela forma dos seus bigodes) e novamente as “bombas” do “Rucka” (sim, no interior do restaurante, também!), destacavam-se no meio dos vários irrelevantes e habituais “fananços”. A entrada em Coimbra foi “apoteótica”: nas ruas da cidade as pessoas saltavam de alegria com a passagem do nosso autocarro, como se de uma subida à primeira divisão se tratasse... e mais uma vez se gritava... ACADÉMICA, ACADÉMICA, ACADÉMICA!!!...Chegado aos Arcos do Jardim, já cansado, regressei a casa, onde me esperava (pela ultima vez...) o meu pai, com muita curiosidade e ansiedade, pois acabara de saber o resultado através do resumo do jogo no “Gira-a-bola”.
No dia seguinte, mais calmo, mas ainda a viver um certo estado de graça, verifiquei que tinha assistido ao “jogo da minha vida” e que decididamente e definitivamente o meu clube era a ACADÉMICA. Não restavam dúvidas nenhumas: eu era da ACADÉMICA! A viagem a Alvalade tinha tido uma importância decisiva na minha vida... mas não só na minha vida; tinha ficado o sentimento de grupo que era apenas a primeira de muitas viagens a acompanhar e a apoiar a nossa Briosa e que para isso havia necessidade de agregar todos os grupos não universitários de apoiantes do clube numa claque maior, mais organizada e mais estruturada.

Um mês e meio depois lá estávamos nós, nas bancadas do nosso estádio, na recepção ao Sporting de Braga, levantando, uma a uma, cartolinas de 70 por 50 cm, com letras inscritas, fazendo surgir no estádio: M-A-N-C-H-A N-E-G-R-A. Nesse domingo, a ACADÉMICA começava o jogo com mais “um onze”. Onze letras de muito significado. Jamais esquecerei o “R” que naquele dia levantei com muito orgulho. A 3 de Março de 1985 nascia a claque MANCHA NEGRA.
Com a MANCHA NEGRA tive o privilégio de acompanhar o meu clube em muitas deslocações pelo país. Participei em muitas viagens fantásticas com a nossa claque e nunca esquecerei alegrias, tristezas, paixões proporcionadas."

"As diversas viagens com a MANCHA NEGRA criaram em mim um gosto especial pelos jogos da ACADÉMICA fora do seu reduto e, além do sonho de assistir a uma final da Taça de Portugal no Jamor, continuo à procura de uma vitória da Briosa num dos estádios de um dos três “intitulados” grandes, superando assim o excelente resultado obtido em Alvalade, há mais de vinte anos.
Durante 20 anos de existência, a MANCHA NEGRA proporcionou a muitos jovens alegria, tristeza e o desenvolver de sentimentos nobres como a amizade, o companheirismo e a dedicação, constituindo um núcleo de educação e aprendizagem... além do incondicional e inegável apoio à nossa ACADÉMICA. Cresci e aprendi muito com a MANCHA NEGRA e por tudo ficarei eternamente grato.
Obrigado MANCHA NEGRA!
ACADÉMICA !!!
João Canelas
38 anos
Engenheiro Civil
Coimbra, Março de 2005"

Excertos retrados da história contada pelo grande Canelas, que na altura ainda não tinha isto a Briosa ganahar no estádio de um grande, eu já vi e precisamete em Alvalade XXI, o desejo de um presença na final da Taça comungo-o igualmente e espero que seja este ano

FOÇA RAPAZES VENÇAM POR NÓS

9 comentários:

Anónimo disse...

para a malta da académica cá de lx pa arranjar bilhete pa mancha! o + facil é ir as bilheteiras a alvalade! ou reservar mm na mancha! e o preço qual é?
rumo ao JAMor!

Anónimo disse...

Malta é só para avisar que a Direcção da AAC vai disponibilizar autocarros para o jogo da Taça.
Logo a malta só vai pagar o bilhete.

Era bom não era??? Antes a MN protestava com as antigas derecções por não haver apoio para mobilizar os adeptos e agora?

reboltado

Rui Mário disse...

Grande Viagem, grande jogo e grande Canelas ( agora também já sabes o que é ser pai....).

Nesta quarta lá vamos estar todos a cantar por ela: A-CA-DÉ-MI-CA...

Um abraço

Anónimo disse...

Reboltado

isso era antigamente que havia malta com colhões...

Anónimo disse...

"Na única paragem, num restaurante da nacional 1, a animação do então estudante de economia pertencente aos “Comandos de Minerva”, Maia de seu nome (conhecido também pela forma dos seus bigodes) e novamente as “bombas” do “Rucka” (sim, no interior do restaurante, também!), destacavam-se no meio dos vários irrelevantes e habituais “fananços"


Não são estas afinal as atitudes ke estão sempre a condenar na MN ...afinal a VG sempre dá bons exeplos.

Anónimo disse...

Já se sabe preços? Mesmo isto não estando famoso (crl das propinas, LOL) tenho de ir...

Lembrem.se: Mesmo TODOS somos poucos...

Força MÁGICA!!! 39 foi inesquecível, mas não é irrepetível!!!

Anónimo disse...

la estarei...espero é q a vergonha de ter adeptos cm cachecois do sporting no bus da MN nao se repita..

andre

Anónimo disse...

Anónimo do dia 22 Fev às 22.25h viste bem o k escreveste?

Não me parece! Esta viagem aki relatada aconteceu qd a MN ainda não existia!!!!! A chamada da VG para este assunto é um absurdo.

Alem disso o k o Canelas escreveu foi o seguinte: "vários irrelevantes e habituais "fanaços".

Qual é a parte dos irrelevantes que não percebes? E "fanaços" sabes o k são? Sabes o k são girias?

Epa deixa-te disso e apoia a Briosa!

mocash disse...

Firma presente!